domingo, 27 de julho de 2014

Alô, Turma dos Tigres! (Desafio #5)

Livro 5, lido entre 9 e 15 de dezembro de 2013: "A Maldição das Bruxas", da série Turma dos Tigres, do austríaco Thomas Brezina.

Alguém conhece?

Fiquei com preguiça de tirar a foto do meu exemplar, então vai essa montagem, mesmo.

Quando eu estava na sexta série, meu irmão teve de ler o paradidático "No Templo do Trovão". É um desses livrinhos interativos com charadas a serem desvendadas, e vem com um kit de detetive pra você descobrir os enigmas junto com as personagens - e as personagens, no caso, são os Tigres, uma série à parte da "Olho No Lance", que é uma coleção com essa finalidade interativa que mencionei. 





Os Tigres são três: Gigi (incansável como um tigre), Lu (rápido como um tigre) e Patrick (forte como um tigre). A ficha pessoal dos três vem no começo do livro com itens como nome, habilidades, coisas preferidas e bizarrices; há também uma ficha de mesmo modelo sobre o autor (ele coleciona relógios malucos, como um que anda ao contrário), e há também um espaço para você, que é um membro dessa turma, preencher a sua ficha!



Cara, amava essa série. Li outros depois desse, obtidos na biblioteca da escola. Essa e a coleção "Salve-se Quem Puder" fizeram pré-adolescência.



Sinto muita falta das sensações que essa leitura causava; hoje eu posso ler, mas é mais com nostalgia do que com aquela emoção de quando era mais nova e estava "descobrindo o mundo". O significado nunca é o mesmo.
Esse não é tão interativo, mas uma excelente forma de aprender ciências.

Por pura nostalgia, comprei "O Pântano das Bruxas", que encontrei por acaso; estava pra vender na faculdade, em uma promoção. Levei pra casa e li em dois tempos. No Desafio, foi minha primeira trapaça.

Lembra que, por vezes, a gente pode trapacear no Desafio dos Livros pra não perder o ritmo?

Trapaceei com esse livrinho infanto-juvenil que já tinha lido antes.

Bom, basicamente a história é sobre um pântano tido como amaldiçoado; no meio da noite, o avião onde estavam os três Tigres é obrigado a pousar nesse local um tanto ermo, e os nossos amigos precisam se virar para descobrir o segredo dele, pois Patrick é seqüestrado.

Esse avião é um daqueles pequenos e particulares, pertencentes à tia do Patrick (é, acho que é a tia dele) e, como é muito velho e não passou pela manutenção (boa, tia do Patrick!), acaba dando defeito após um passeio. Assim, os quatro estão no meio do nada, em um local úmido, escuro e cheio de histórias nada agradáveis. 

Cara, como eu adorava essa série. Eu adorava tudo o que era sobre "desbravar"; quando eu ia para uma festa em lugares no campo com minha família, saía com meu irmão para "desbravar" o local; adorava a capa (e o conteúdo também) dos livros "Nova História Crítica", do Mario Schmidt, principalmente o da 5ª série, que continha três jovens numa pirâmide, olhando para pinturas egípcias.



Aliás, eu adorava essa coleção de livros didáticos. Eu lembro que a usei na quinta e na sexta série, mas na sétima mudou para uma muito chata chamada "O Jogo da História", que tentava relacionar tudo sobre história a jogos olímpicos, meio que para tornar o aprendizado mais interessante, sabe? Bom, não sei foi minha frustração com a mudança, mas achei chato e forçado, isso sim. E os Jogos, para mim, nunca foram a coisa mais interessante desse universo.

As capas de "Nova História Crítica" eram sempre formada por três garotos - a menina sempre segurando um exemplar do livro, formando um loop - em um momento histórico importante como a construção das pirâmides do Egito, expansões marítimas, revolução francesa, revolução industrial, corrida aeroespacial...

E o interior era de papel-revista, com margens em ornamentos diferentes para cada capítulo e que pareciam combinar com o tema; a linguagem era coloquial e havia muitas fotos e ilustrações sobre os momentos históricos estudados.

Quando fui para a oitava série, estudei na escola pública, onde ainda usavam o "Nova História Crítica", só quem em um papel mais barato, e não no papel-revista que usávamos no colégio; apesar disso, fiquei feliz em poder lê-lo de novo, para compensar o fiasco da sétima série. Em 2014, pesquisei sobre o autor, e soube que seus livros foram recolhidos (eu acho) após fazer sucesso nacional porque o autor não teria formação em nível superior (apesar de pessoas próximas a ele defenderem que ele estudou Filosofia na Alemanha), e também porque a ala mais conservadora do País, como jornalistas de grandes emissoras, começou a acusá-lo de enviesar a história para um lado mais comunista ao não apontar problemas em regimes totalitários de esquerda.

E eu achando que o medo da ameaça comunista havia morrido com o Muro de Berlim...

Aliás, uma acusação que é uma grande bobagem; qualquer aluno que tiver lido o livro (e vi depoimento de aluno que leu) sabe que ele é bem mais imparcial do que o acusam e não, ele não te ensina a ser comunista.

Bom, eu adorava essa capa da quinta série e era simplesmente apaixonada por todos os capítulos; na época, minhas disciplinas preferidas eram matemática e ciências, mas eu ainda adorava estudar história justamente por esse livro, e adorava o Egito Antigo. Até cheguei a escrever um livro de quatrocentas páginas chamado"Os Exploradores do Egito Antigo", cujo título mais tarde mudei para "Os Desbravadores do Egito Antigo", mas eu o perdi no computador. Nossa, isso foi há doze anos!

E, por falar em livros que entraram para a história, tem também a série Calafrio, da Stella Carr... "Segure o Grito!" eu precisei ler na terceira série. Foi muito difícil, havia gírias que eu não conhecia, mas com um pouco de paciência materna, acabei amando!

E, só para terminar essa sessão de imprevisível nostalgia, um formato de livros fantástico:



Meu irmão tinha esse e o primeiro da série, "Em Busca dos Números Perdidos"; é um formato também interativo, mas é você quem decide o rumo da história. É daquele tipo "se você acha que deve ser feita tal coisa, vá para a página 79", "se você acha que o melhor é de outra maneira, página 311". Tudo começava em um supermercado quando, na hora de pagar a conta, o protagonista (no caso, você) descobria que todos estavam atarantados no caixa porque os números... haviam sumido!

Então você leva as compras sem pagar começa uma busca por esses números, encontrando enigmas pelo caminho.


O interessante é que, parando para notar, todos esses livros eu conheci quando estava na escola. Se não eram didáticos, eram paradidáticos, e se não eram paradidáticos, eram do clube de leitura influenciado pelas professoras. E eram tão bons que você tinha vontade de ir até a biblioteca ler o restante da coleção.

Bom, chega de nostalgia por hoje! E vocês, têm uma lista nostálgica de livros?

Aposto que "Os Karas" estão no meio...

2 comentários: