sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sobre ser sem sal...


Estava vendo um tópico muito interessante no Buzzfeed: "O que aconteceu quando eu fiz tudo o que uma página popular do Pinterest mandava".

É sobre uma moça que curte o Pinterest, que sempre o defendeu de rótulos negativos - e que resolveu inserir dicas populares do Pinterest em sua vida por uma semana para ver como se saía, para ver se a página era realmente digna de sua defesa ou dos rótulos negativos que recebia. Ela soa como a mais normal dentre as mortais e enfatiza que seu tempo livre não é muito, já que trabalha em tempo integral. Pelo título da matéria, a gente já vê que muita coisa não saiu tão perfeita quanto as dicas do Pinterest prometeram, mas houve bons (e raros) resultados. Ou seja: 90% do que ela tentou fazer deu errado, mas alguma coisa foi, para a moça, uma descoberta interessante e útil para a vida.


Para quem ainda não sabe, o Pinterest é basicamente um site de imagens fofas que você curte e compartilha. Nele, é tudo muito poliana, parece uma espécie de Wonderland. E algumas postagens são imagens cúti-cúti com dicas para o dia-a-dia, listadas em passos e com promessas de simplificar nossa vida ou de nos inspirar.

Achei muito legal o relato dessa moça, a Rachel Miller, e, como de praxe, fui ver os comentários no Buzzfeed sobre o post. Alguns acharam bacana a iniciativa, o esforço em demonstrar (e não só em teorizar) como não dá para levar a sério o mundo das imagens perfeitas de páginas de internet, enquanto o outro lado achou a coisa toda boba, já que a moça teria tentado pela primeira vez fazer coisas com uma perfeição que só se obtém com mais tentativas, com mais empenho. Basicamente, ela teria banalizado algo que só se consegue com esforço.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vício musical




Já falei que tem aquela música que, por acaso, você encontra e ela simplesmente encaixa. Aquela música que, com a freqüência de suas notas se propagando no ar, abre portais e te leva para tempos longínquos...

Eu sempre escuto até cansar essas músicas, mas desta vez estou indo por doses homeopáticas. A Gabi Barbosa, dona de um dos meus blogs preferidos - o Teoria Criativa -, elogiou bastante a dupla First Aid Kit, mas eu nem me identifiquei muito com nenhuma música que ela postou, o que é normal. Mas gostei do estilo, insisti e procurei outras músicas dessa dupla no youtube.



Essas meninas são duas irmãs de origem sueca que resgatam com seu trabalho a influência escandinava e produzem um estilo country com uma forte presença folk. Na realidade, acho que esses rótulos não ajudam em nada, por mais que eu tenha uma noção do que significa cada uma dessas classificações - só ouvindo mesmo para entender. Ouvindo e sentindo.

Eu tô numa época de preferir vocais femininos, o que não é comum. Sempre optei pelos masculinos... ou pelos andróginos. Tenho ouvido bastante Florence, Faun, Altan, Amanda Palmer... e agora First Aid Kit.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

11 coisas para fazer sem facebook! #2

É, eu sei. Acho que passei os últimos dias fazendo parte dessa lista. E até que tenho ido melhor do que pensei, viu? :D

Então, mais um pouco, para inspirar: mais 11 coisas para fazer antes de entrar no facebook.

12. Refletir.


Talvez não seja um bom item para quem pensa muito antes de agir, mas ainda é válido - porque não envolve mais reincidir em padrões de comportamento já viciados e fadados ao erro, mas buscar enumerar esses padrões e refletir sobre eles. Refletir. Refletir sem buscar aprovação, sem necessariamente sair falando para todo o mundo ver. Refletir como um processo interno que se auto-satisfaz. Refletir, não buscar aceitação. Aceitar essa solidão.

Em casa.

No ônibus.

No intervalo.

Em vez de buscar vertiginosamente o contato pelo whatsapp e ter essa meganecessidade de falar com alguém (olá, Admirável Mundo Novo!), parar um pouco e pensar. Sem o desespero da solidão. É saudável. É quando se cria, é quando se constrói estratégias de mudança.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

11 coisas para fazer sem facebook #1


Férias. Angústia neurótica. Angústia de liberdade.

Não vou me delongar sobre o que exatamente sinto nessas horas; apenas que férias é um tempo de descanso e de reflexão. Na realidade, se for para radicalizar, todo momento é um bom momento para se refletir, mas não vou ditar regra sobre o que eu mesma não tenho feito, vou? Férias possuem a propriedade de te liberar para pensar sem o limite dos afazeres cotidianos, e por isso são tão especiais e necessárias. Não é só descanso, entendem: é tempo de renovação. 

Algumas pessoas consideram angustiante - a tal angústia de liberdade. Quando a coisa que você faz se torna tão parte de você que, sem esse trabalho, você não é nada. E, como disse uma vez, nem sempre essa coisa que te preenche é boa - pode ser um tumor, um câncer psicológico, como um emprego que não satisfaz, um cotidiano infeliz. Mas, se você agüenta, a coisa te preenche, só que também tortura.

Então vêm as férias - elas te libertam, por algum tempo, daquilo que te prende. Use com sabedoria.

Uma das providências que tomei foi não entrar no facebook. Já perceberam o tempo que perdemos com facebook? Certo, você pode ser justamente aquela pessoa de coração hipster que não gosta de facebook; provavelmente não tem conta nele e tem sobrevivido muito bem assim enquanto insiste para pessoas te enviarem coisas importantes pelo defasado e-mail - e fica morrendo de raiva quando coisas importantes são compartilhadas somente em grupos facebookianos, o que te exclui do circuito. Também você pode ser aquela pessoa que tem conta no facebook justamente por causa desses grupos de trabalho ou de estudos, entra nele cinco minutos por dia para checar as atualizações nesses grupos e sai com toda a tranqüilidade do mundo; daí dá aquele sorriso jocoso para quem fica o dia inteiro no face postando groselha e diz "não entendo quem perde tempo com isso, facebook é uma droga".

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sobre: traços, sabedoria, recomeço e esperança


Para falar a verdade, eu nem queria escrever hoje. Não porque tenho coisas e mais coisas para fazer; eu poderia perfeitamente vir postar ao menos hoje, mas estava sem vontade.

Questionei-me sobre o futuro deste blog. Desvalorizei meus desabafos e as brincadeiras que aqui me permito fazer, esse relativamente ousado exercício contra a minha timidez de anos. Já postei de bom humor e de mau humor, mas hoje não sinto nenhum dos dois - na verdade, sinto um distanciamento. Um distanciamento lacônico por fora e que atravessa mil léguas submarinas por dentro. Sinto como se regredisse. Sinto uma espécie de não sentir gelado que está mais para a figura do ermitão do que do melancólico.

Sinto também como se nunca tivesse mudado, na verdade. Em uma disciplina da área cognitiva, aprendemos que traços de personalidade, no geral, não mudam; na realidade, quando não são considerados adaptativos, desenvolvemos estratégias para lidar com eles, mas estão lá, cada vez mais estáveis. Aliás, mudam, mas muito pouco, longe daquele romantismo do "recomeçar". Por exemplo, se você é aquela pessoa que não gosta de arrumar a própria cama, você tende a ser sempre assim; pode até desenvolver estratégias e caminhos mentais para se habituar a arrumar a cama sem que isso seja muito aversivo, mas a sua tendência sempre vai ser a de não arrumar - e a chance de você mudar isso totalmente é muito pequena. Entendem? Não é como se você transformasse isso num hábito até ser natural como se sempre tivesse sido - é uma estratégia para controlar uma tendência que você julga ruim, mas que vive em você.

Bom, arrumar a cama é uma ação isolada, por isso essa lógica não se aplica nesse caso, falei mais para facilitar a compreensão. Esses aspectos difíceis de mudar são muito mais gerais e profundos; substituam o "arrumar a cama" por uma característica geral de personalidade como responsabilidade, agradabilidade, introversão... bem mais complexo, não é?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

5 experiências para 5 sentidos


Para o final de semana não passar em branco, vamos para um Top Caos bem rápido sobre vivências relacionadas aos cinco sentidos clássicos, daqueles que você aprende no ensino fundamental: visão, audição, olfato, paladar e tato!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Como cortar as unhas do seu gato



Hoje eu estava pesquisando formas de amenizar os estragos causados quando se tem um gato com síndrome do pequeno poder em casa.

Gatos comportam-se exatamente como leõezinhos na savana de sofás, subindo no alto do encosto do sofá da maior montanha para de lá contemplar todo o seu domínio.


Mais ou menos assim.

E, naturalmente, afiam as garrinhas em lugares que lhes são atraentes, como pés e braços de sofá. Não vou me delongar em explicar que isso é normal, que você não tem que acabar com a mania do seu bichinho, mas é interessante adquirir um local bacana para ele arranhar, ensiná-lo de um jeito gentil a não utilizar os móveis como saco de pancada (colocando fita dupla face no local a ser evitado, por exemplo) e, também, cortar as unhas do animal.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sobre gatos e livros...

Teoria:

Evidências:

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Guerra dos Fae


Quando ganhei Harry Potter, eu era criança e faltavam quatro livros e oito filmes para serem lançados. Comecei a ler quando tinha a idade do Harry no primeiro livro - dez para onze anos, entrando na quinta série - e terminei quando tinha dezessete, ao final do Ensino Médio. Como o Harry. Sete livros em sete anos.

Fui da geração que acompanhou o lançamento dos livros e sei que isso será diferente para as próximas gerações; não diferente no sentido de melhor ou pior - apenas "diferente". É um sentimento único saber que o próximo livro de uma saga querida acaba de chegar, não se compara a adquirir todos de uma vez.

Como ultimamente só tenho lido livros de profissão, espiritualidade e os clássicos que nunca morrem - e que faço questão de conhecer pessoalmente, e não por citações fora de contexto -, há tempos não tenho me dado o luxo de ler uma saga de fantasia fresquinha e inacabada. 

E então conheci A Guerra dos Fae, que ainda terá resenha; a saga está completa em inglês, mas como conheci por acaso na papelaria da faculdade e comecei a lê-la em português, quero terminar em português. Achei, beeeem por acaso, dois livros na estante, e nem juntos estavam; encontrei o primeiro, li a sinopse, deixei de lado e continuei a fuçar até esbarrar no outro, e só então decidi levar os dois. Comprei, deixei de lado por um tempo por causa da correria de fim de semestre e peguei para ler nas férias. E li cada um em um dia. Sem parar.

Comi com farinha.

E fui correndo para a internet procurar a versão em português do terceiro e do quarto, mas não encontrei, só resenhas dos primeiros livros. Daí localizei a Elle Casey no facebook - autora de sucesso, dona desse universo legal demais que é o mundo dos Fae - e enviei uma mensagem, na cara dura, mesmo, em um inglês que definiria como "aprendiz". Ela me respondeu, muito fofa, me informando que o terceiro livro traduzido chegaria em outubro de 2014, e o último, no começo de 2015 (esqueci o mês).

Outubro veio e foi e nada do livrinho. Já estava pensando em mandar outra mensagem para a autora (fã chata), mas persisti em procurar por conta própria, até que novembro chegou com novidades: o terceiro volume - Luz e Trevas - com capa definida e em estado de pré-venda.

Então, quando finalmente fizer a resenha dessa saga que tenho prezado cada vez mais, já terei o terceiro em mãos! ^^

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Música do dia: Florence + The Machine



Essa é uma das minhas músicas favoritas há tempos, mas como nunca tinha postado algo de Florence + The Machine, aqui vai...

Parece que a versão abaixo em vídeo de Dog Days Are Over é mais recente; ela é mais artística (e freak) e todo o mundo conhece, mas prefiro esta, mais "realista" (mesmo psicodélica):

domingo, 2 de novembro de 2014

Refletindo com Douglas Adams!



Com a disseminação de tantas frases filosóficas pela internet e o medo de atribuí-las ao autor errado, elas foram perdendo o impacto, acho. E não devemos lamentar por isso: melhor que uma frase isolada é entender o contexto a que se refere. Principalmente se você for uma pessoa de contextos.

Mas achei que seria legal resgatar algumas que tenho anotadas manualmente de forma tão carinhosa em meu caderno.

A de hoje é atribuída a Douglas Adams (autor da série O Mochileiro das Galáxias):

"Recentemente eu descobri algumas regras que regem nossa reação para tecnologias:
- Qualquer coisa que já estava no mundo quando você nasceu é normal, ordinário e é apenas uma parte natural do mundo e da forma como as coisas funcionam;
- Qualquer coisa inventada enquanto você está entre quinze e trinta anos de idade é novo, excitante e você provavelmente poderia fazer uma carreira sobre isso;
- Qualquer coisa inventada depois que você tem trinta e cinco anos é contra a ordem natural das coisas."

sábado, 1 de novembro de 2014

Música e produtividade de mãos dadas


Quando tudo o que você quer da vida é dormir na rede com ventinho na cara produzir, nada como uma música instrumental e relaxante para acalmar os ânimos e ajudar na produtividade, não é mesmo?

Não, Bárbara, eu prefiro ouvir Heavy Metal no volume máximo e ficar surdo por tabela.

Olha, existe uma relação (acho que já mencionei) entre ouvir música e ter dificuldade em absorver informação, mas se funciona para você, quem sou eu para discordar? :D

Para mim, não funciona, é pura enrolação. Música instrumental funciona. E em volume baixo.

Então, estava cá eu escutando as soundtracks de filmes fofinhos (que tendem a ser fofinhas também), então fui ouvir a de "Orgulho & Preconceito". E, à medida que ouvia, eu me lembrava das cenas em que elas tocavam com uma precisão que até me assustou!

Isso é sinal de que ando vendo esse filme demais e nem percebi.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Halloween: heranças




aqui o post para o Halloween; não posso deixar de fazê-lo, já que é uma de minhas celebrações preferidas do ano, conhecida também como Dia das Bruxas entre os filhotes da língua lusitana.

Na realidade, eu diria que ele é o meu preferido, até o único de que eu realmente gosto. Até porque deixei bem claro aqui que não curto muito o Natal, por exemplo. Mas, como filhotinha dos celtas por opção, vou compartilhar com vocês um pouco dessa festividade singular cujo significado me causou arrepios.
Essa data é de origem celta, mais precisamente do Samhain, um festival em que se comemorava a passagem do ano e início de uma de suas duas estações - o inverno, o fim da colheita -, sendo a outra comemoração tão famosa quanto o festival de Beltane, o início do verão - a fogueira do deus Belenos.

Aqui há uma certa dúvida em torno do significado do Samhain; alguns dizem que era a época em que os grupos conquistados pagavam tributo, mas a história mais disseminada é a de que, durante o Samhain, o véu que separava os mundos tornava-se mais estreito, e então os espíritos visitavam seus familiares em suas casas, onde poderiam se alimentar e se aquecer e ainda conduzir os familiares ao paraíso, um lugar sem sofrimento. Porém, alguns espíritos hostis também poderiam atravessar o véu, por isso a tradição de se usar figuras humanóides próximo às casas e ao gado - para afugentá-los.


É dito também que o fé-fiada, o nevoeiro mágico que tornava diversas criaturas invisíveis ao olho humano, dissipava-se nessa época, de modo que seres fantásticos como elfos, por exemplo, tornavam-se visíveis, e o "Sidhe deixava antever o outro mundo". Sidhe é um termo cheio de controvérsias que, a princípio, designava regiões de montes que abrigavam espíritos primevos da natureza como fadas e elfos para a cultura de povos irlandeses e escoceses, mas passou a ser adotado também como uma referência a esses seres. Eles são descritos como belos e "bons vizinhos", porém dotados de uma fúria que é preciso aplacar. A delicadeza da cultura celta é interessante porque coloca o Outro Mundo sidhe como próximo do nosso durante crepúsculos e auroras, e principalmente durante o Samhain. Quando falamos em Sidhe, podemos também falar no meu querido pilriteiro, que era uma de suas opções se morada - existe uma aura mística ao redor dessas árvores, muito encontradas em orlas de bosques e florestas. Outra opção de residência deles é o círculo de fadas, inclusive utilizado por Neil Gaiman em O Oceano no Fim do Caminho.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Decoração com mapas!



Então... eu levei anos para entender que tudo vira moda e toda moda vira decoração. Sempre vi mapas em paredes, principalmente em filmes, mas sempre havia alguma utilidade para eles. Aquela cena clássica de onde vai ser o próximo ataque, entendem? E aquele alfinete decisivo.

Normalmente o alvo seria EUA ou URSS.

Uma vez, eu ganhei um mapa que me seria útil por causa dos tempos de colégio, aulas de geografia e afins.

Daí, quando comecei a seguir blogs de moda e decoração, entendi que mapas poderiam servir também como enfeite.

E houve identificação com essa idéia, claro.

Isso porque sou apaixonada por mapas. Sempre fui, desde criancinha. Não sei se porque ganhei "O Grande Atlas das Crianças", que ficava folheando com meu irmão, ou se por algum desejo relacionado a conhecer o mundo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A utopia que nos aprisiona...



No quesito realização, se eu tivesse que resumir os "autoboicotes" da vida, diria que são, basicamente:
  • Você querer fazer algo que não quer realmente;
  • Você querer realmente fazer algo e acreditar piamente que o sonho não é para você. Que você não é digno dele.
Até então, só me deparei com o primeiro aspecto; foi libertador me conhecer mais e entender coisas de que eu realmente gosto, e que não havia problema algum em não gostar de determinadas coisas, que não existe nada melhor do que o seu eu real - e o alívio que isso traz supera o eu ideal. Para quem ainda não entendeu: é uma situação por que todos nós passamos. Todos nós, de verdade.

domingo, 12 de outubro de 2014

Música de Domingo!




Se não conhece, confira a versão cover lindíssima de "The Bard's Song" composta apenas por cinco vocais e um baterista! Van Canto é uma banda alemã mestra em ser um cover vocal e fodástico de grandes músicas de Power Metal! Estava revivendo uns clássicos e me lembrei dessa, que estou revezando com "The Mummer's Dance", da diva Loreena McKennitt.

Van Canto - The Bard's Song (In The Forest)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Boas-vindas à segunda-feira com música!

Quase segunda-feira e eu aqui, entre planejamentos para amanhã (a compulsiva por listas) e a eterna busca por músicas novas. Sabem aquele lance de procurar mais chaves de portal, de sentir de novo aquela emoção? Então, estou na caçada.

Como Ártemis.




Certo, nem tão fodônica. Nem tão Katniss.

Então fui procurar mais sobre música celta e deixar um pouco Loreena, Faun e Eluveitie de lado por um mundo mais amplo, por uma expansão musical.

Achei o excelente grupo folk galego Luar na Lubre.

Eu estava toda feliz escutando "O Son do Ar" quando o namorado disse "pera, eu conheço essa música! É do Braid". E ficou procurando sem sucesso até eu ter a bela idéia de escrever "Braid + Luar na Lubre" e encontrar, de fato, um vídeo com a fase onde a música toca. Mais um motivo pra conferir o jogo, não é mesmo?

Para quem não entendeu: Braid é um jogo de sucesso e que vou adorar a jogar, pois é fofo, tem enigmas e se articula com o elemento "tempo".

Vamos às músicas?

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Zodíaco Celta

Existe todo um esoterismo raso que ressuscita as antigas civilizações, não é mesmo? E, mesmo assim, são divertidos!

Vi no facebook, nos últimos dias, um suposto zodíaco celta referente às árvores conhecidas por esses povos! Eu não duvido que de fato os celtas tenham conhecido essas espécies vegetais, mas tenho minhas dúvidas se possuíam alguma roda zodiacal... não é uma informação confiável.

Mas achei bastante divertido descobrir que árvores são traduzindo uma a uma para o português e fui agradavelmente surpreendida ao descobrir que o pilriteiro, que muito me atrai, refere-se ao meu "signo"! hahahaha

E, como achei tudo muito fofo, vou deixar aqui! :)


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Anti(cientificismo+academicismo+vestibular)



Início de primavera. Floração de Ipê-roxo. Minha árvore predileta, seguida de perto pelo pilriteiro, mas meu caso de amor com o pilriteiro é mais simbólico do que físico.

Quando as flores começam a aparecer, eu preciso parar para ver. Ver, mesmo, sem foto, sem olhar rapidinho; parar e ver, e registrar aquilo na memória. Ver em três dimensões e sentir com todas as outras. É mágico.

Hoje, tomando café e vendo um ipê que por acaso se encontra aqui do outro lado da rua, peguei-me pensando como tenho me afeiçoado cada vez mais às plantas. Tenho pesquisado mais, pensado em plantar, tenho me interessado por épocas de floração, tipos de cuidados, ervas medicinais...

E, é claro, sempre tenho aproveitado toda e qualquer sombra que elas podem oferecer. Não uma sombra estática e abafada de um prédio, e sim a de algo que está tão vivo quanto você, mas que, por alguma gentil ignorância nossa, não percebemos. Não percebemos, como Michael Crichton coloca nos pensamentos da Dra. Sattler, a paleobotânica de Jurassic Park, que o que pensamos ser um cenário bonitinho na realidade está vivo e lutando para sobreviver.

Com isso, penso nas minhas aulas de Botânica no Ensino Médio. Estudei em uma excelente escola, preparei-me para os vestibulares e fui uma CDF típica - nada muito hermionesco, mas alguma coisa eu fui. E, mesmo assim, por mais que eu gostasse do professor - gostava de todos -, e por mais que soubesse que o conteúdo que ele passava era exatamente o que cairia no vestibular, fica aqui uma reflexão posterior a esse período sobre como é ridícula a forma padrão de aprendizado, pelo menos nas escolas do Sudeste do Brasil. Fico pensando nas questões do vestibular e nas infinitas versões fálicas do caule com nomes cada vez mais estruturais e surreais que os professores faziam para decorarmos... xilema, floema (qualquer erro é mera substituição na memória semântica), angiosperma, gimnosperma, criptógamas, fanerógamas, hormônio do crescimento, etileno, auxina, dicotiledônias. A planta era estruturalmente recortada e revirada até ficar irreconhecível, e seu conceito se perdia.

domingo, 14 de setembro de 2014

A Redenção de New Girl



Uma vez, comecei a ver o primeiro episódio de New Girl, mas não consegui.

Achei sem graça e fiquei desapontada, já que sou o tipo de pessoa que curte a Zooey Deschanel (e a Emily, porque ela tem um nome do meio legal, que é Erin, e porque é a BONES); curto seu jeito, estilo e até mesmo suas músicas... se bem que a maioria delas em "She and Him" são meio chatinhas também.

Enfim, não curti o seriado. Mas aí uns amigos falaram para eu dar uma segunda chance à série, que a coisa melhoraria.

Conhecem essa história, certo?

Eu não gostei porque achei o primeiro episódio excessivamente infantil. Quero dizer, existe uma diferença narcísica e poética entre a infantilidade de um conto de fada, de histórias de aventuras e de comédias como New Girl. A comédia, por sinal, é sobre uma professora toda alternativa que sai de um longo relacionamento e, com a auto-estima baixa e toda chorosa, acaba se mudando para um república com três caras malucos e bonzinhos. E, bom a existência de uma garota na party causa aquela agitação de sempre e foi algo mais forçado que o primeiro episódio de The Big Bang Theory, quando a Penny se muda para o apê do lado.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Compulsão rumo ao caos: máquinas de escrever


O título já diz tudo. É um capricho de meses e até anos que vem ganhando força nos últimos tempos e não sei se irá se tornar realidade.

Conversei sobre isso com pessoas amigas há uma semana, mas aí vieram, em fila indiana, uma viagem para Sampa, duas provas e mais trabalhos, de modo que essa idéia simplesmente saiu da minha cabeça. Concluí que era apenas uma idéia, um capricho, e que eu precisava me concentrar em coisas mais importantes.

Mas aí aconteceu o que eu não esperava que acontecesse: logo eu, a apaixonada por mapas, estava voltando para casa após uma curta manhã de provas. Estava tudo bem, eu estava em uma rua comercial e movimentada que, apesar de comprida, era bastante conhecida - só precisava terminar de percorrê-la para entrar no bairro onde moro, porém ela é muito comprida para ser percorrida a pé a menos que você tenha um dia livre para fazer isso. Só que o dia não era propício para tão longo momento de lazer, então fui caçando um ponto de ônibus para terminar de percorrê-la, só que, em vez de caminhar no sentido do meu bairro, fui no sentido oposto! E peguei um ônibus que, apesar da linha correta, estava também indo para o sentido oposto, me levando para longe do meu bairro.

É que, para começar, eu não entrei nessa rua gigante pelo comecinho - fui deixada pela minha carona no meio dela, de modo que não via o final ou o começo para me orientar. E, como sou distraída, escolhi qualquer um dos lados para seguir - e segui pelo lado errado.

Enfim, desci do ônibus ao perceber o erro e voltei a pé para essa mesma rua, e estava rindo e me sentindo a pessoa mais distraída e boba da face da Terra - como poderia ter errado desse jeito?

Eu contei toda essa constrangedora história para indicar um detalhe que eu não teria acessado nessa viagem se não fosse o erro descabido que cometi.

O negócio é que, nessa rua, principalmente no comecinho dela, há muitas lojas de roupas e, como acontece quando não tenho dinheiro para gastar ou quando o vitrinista não é muito bom de serviço, fui ignorando uma a uma - nenhuma me atraía.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dos vãos empoeirados da memória...

"Vãos empoeirados da memória"... li essa expressão há alguns anos numa versão infantil da história de Arthur chamada "O Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda", da Companhia das Letrinhas. É uma expressão universal, não acham?

Ela realmente traduz o que sentimos quando uma lembrança muito antiga reaparece. Pois bem, por falar nessas lembranças empilhadinhas em vãos obscuros e empoeirados do labirinto da mente, eu mantive na memória um poema por doze aninhos, que decorei sabe-se lá por quê. Devo ter achado importante.

É um soneto de Shakespeare.


Pobre alma, centro de meu barro pecador,
A suas forças rebeldes, presas e atribuladas,
Por que aí dentro tu definhas em langor,
Pintando tão caro tua vistosa fachada?
Por que, em tão curto aluguel, tanto dinheiro,
Gastas com esta sua decrépita mansão,
Se o verme, de todos esses luxos herdeiro,
Vai devorá-lo? É o fim de teu corpo, não?
Das perdas de teu servo, ó alma, vive agora,
E deixa-o definhar para aumentar tua fortuna,
Compra a eternidade vendendo horas de escória,
Por dentro alimentada, por fora à penetra:
Se te nutres da morte que traga os mortais,
Morte à morte, ninguém morrerá jamais.


A bela epifania de uma poesia está, muitas vezes, na emoção que sua entonação representa. Então deixemos que essa emoção vagueie pela memória, encontrando nela sua razão. :)

Era Uma Vez...



Oficialmente addicted em Once Upon A Time antes de chegar ao final da primeira temporada e após acompanhar seis episódios seguidos, chego à conclusão de que uma receita muito simples me cativou.

O quebra-cabeças.

Claro que tem a parte de conto de fada. Agora, imagine os contos encaixando-se, um complementando o outro. E imagine histórias em que, no final, ninguém representa totalmente o mal - o mal é o sofrimento. É uma novela mística em que ninguém é, até agora, realmente mau, mas são tantas histórias, tantos acontecimentos e tantos rolos que todos estão interligados. Na alegria e na tristeza. Na magia e no drama.

sábado, 16 de agosto de 2014

A inspiradora música de Loreena McKennitt



Quando eu via blogs atualizados apenas uma vez por semana, eu ficava imaginando o dono como uma pessoa "paralisada", embora eu sempre soubesse que não era verdade - mentalizava um blogueiro com dificuldade de criar algo, com dificuldade de se expressar. Embotado.

Hoje eu tenho a certeza, como se precisasse, de que isso não é bem verdade. Por vezes, você está inserido em um turbilhão de idéias, mas os afazeres cotidianos (alô, trabalho e faculdade!) simplesmente não permitem. Seu blog psíquico conta com dez vezes mais posts que o seu blog material.

Hoje eu vou contar a mini-história de um amigo que conheci por intermédio do namorado; quando o conheci, ele, como todo bom musicista (baterista de uma banda), logo começou a me dar sugestões musicais, o que eu adoro, aliás. Ele me recomendou a fantástica Symphony X (que postarei quando tiver "descoberto" o suficiente a respeito dela) - ele é bem do heavy metal. E ficou comentando que, se eu quisesse coisas estranhas, como gótico e celta, eu deveria procurar a namorada dele (minha xará, por sinal), que sacava "dessas maluquices". E desandou a falar de um dos ícones preferidos da garota, uma tal "'Loren' McKennitt".

Entendam: ele não estava me recomendando nada dessa moça, apenas comentando por alto e tentando me levar para o que há de mais nobre no metal. Nada de Loren McKennitt ou o que o valha.

Mas aí ele disse "paradas celtas e góticas". Vocês acham mesmo que eu não procuraria mais a respeito? Acham que eu ficaria apenas no metal?

Inocentes.

domingo, 10 de agosto de 2014

Quatro filmes bons para ver sozinho


O título parece meio egoísta, mas é verdade. Já repararam que tem coisa que é melhor fazer sozinho? E não falo de necessidades fisiológicas.

Uma vez, acho que comentei que separo músicas que escuto quando quero ficar sozinha e as que escuto quando quero abraçar o mundo - vivendo entre a introversão e a extroversão. A idéia com os filmes é a mesma. Normalmente, eu gosto de fazer muuuuita coisa acompanhada, coisas simples como ver TV, ficar no computador, na cozinha, ir a qualquer lugar, mas percebo que muita gente acaba fazendo disso uma obrigação. De repente, a idéia de ir ao cinema sozinho, a uma sorveteria ou mesmo um café desacompanhado soa quase alienígena, como se não houvesse uma forma de entretenimento que não fosse em companhia de alguém. De repente, você ficar no ônibus com seu fone de ouvido e um livro no colo - um convite perfeito à solidão - soa estranho e até mesmo antipático quando, na realidade, você só quer ouvir melhor seus pensamentos. A solidão, não a permanente - a momentânea - é vista como um erro circunstancial, um problema no servidor.

Estilo Admirável Mundo Novo, sabe?

Então acho que o post é mais um protesto a esse tipo de visão excessiva e forçadamente coletivista. A solidão é algo realmente horrível quando você de fato a vive, mas isso é porque existe uma solidão pioneira em você mesmo que o impede de olhar para o mundo; porém, quando você está em paz com os próprios pensamentos, tanto a solidão dos afazeres quanto a companhia constante soam como um paraíso indiscernível.

Há alguns filmes que eu vejo e que me lembram outras pessoas, e eu fico querendo ver com essas pessoas; há estilos de filmes que você precisa ver com alguém; e há aqueles que você pensa que dificilmente alguém vá querer ver até o fim com você. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

O guardião do limbo



Havia essa pessoa, tão velha quanto a própria consciência, que tinha apenas um objetivo em sua longa vida: guardar algo cuja imensidão ele mesmo desconhecia.

Sua rede era feita de fios trançados, amaciados com linho e seda, e seu entretenimento consistia em investigar livros incompletos de palavras aleatórias que formavam histórias sem fim. Cada livro continha dúzias de histórias, e cabia a ele descobri-las, uma a uma e, por vezes, entretinha-se costurando as histórias já descobertas para decifrar um eventual padrão que as unisse em uma única narrativa.

Esgueirava-se agilmente por sua rede com certa freqüência, firmando os arreios que a prendia firmemente a galhos de procedência desconhecida; alguns bonitos e vistosos, como se pertencessem a sábias árvores centenárias, porém outros eram tristes e doentios como escarpas de penhascos úmidos e obscuros. Ele não via a origem desses galhos que forneciam o apoio de sua morada, mas sabia que eram firmes, pois há muito se encontrava ali, cumprindo sua função de guardião.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os Novos Contos de Fada

Em 1959, os estúdios Disney lançaram “A Bela Adormecida” (Sleeping Beauty), uma versão contemporânea do conteúdo original de Charles Perrault, pai da literatura infantil, nascido no século XVII. Essa conhecida animação tem seu enredo resumido da seguinte forma na wikipédia:
“Em um reino distante, ao completar 16 anos, a princesa Aurora sofre uma terrível maldição da malvada bruxa Malévola ao espetar o dedo no fuso de uma roca. Ela cai em um sono profundo de 100 anos.
Mas as três fadas-madrinhas (Flora, Fauna e Primavera) descobrem uma forma de quebrar o feitiço: um beijo doce e verdadeiro de amor. Com Aurora adormecida, as fadas resolvem adormecer todo o reino. O príncipe Filipe, que é apaixonado por Aurora, munido de um escudo da virtude e da espada da verdade, combate e derrota Malévola e finalmente quebra o feitiço da princesa Aurora com um beijo de amor verdadeiro.”
Esses elementos predominaram nos contos de fada durante muito tempo, prevalecendo no nosso cotidiano. A luta entre o  bem e o mal consiste em um maniqueísmo clássico de nossa cultura, exposta em contos de fada e em outros tipos de histórias narrados em filmes, peças teatrais, livros, programas de rádio, novelas televisivas – em qualquer mídia de entretenimento, enfim. A figura da pureza, no caso, reside na bela princesa Aurora, injustamente amaldiçoada, que partilha de um fardo sem culpa alguma; ela é ajudada constantemente de forma eficaz por três bondosas fadas-madrinhas. Malévola é a bruxa má, corrompida, que quer, sabe-se lá a que preço, a destruição da princesa, mas o amor verdadeiro será responsável por colocar os planos da fada malvada a perder, e esse amor verdadeiro é simbolizado pelo príncipe encantado – que derrota o mal com sua espada justiceira. De acordo com esse conceito, existe o bem, existe o mal tentando se sobrepor ao bem e existe o amor verdadeiro simbolizado na figura de um jovem casal, que vence o mal.

domingo, 27 de julho de 2014

... E as aparências não enganam, não.



Há coisas que outras pessoas parecem saber, mas que só entendemos com direito a epifania muito tempo depois.

Foi o que aconteceu comigo nos últimos dias ao ouvir pela trigésima oitava vez "Como Os Nossos Pais", do Belchior e com maravilhosa interpretação de Elis Regina. Eu não tinha parado para sentir o significado da letra:

Minha dor é perceber 

Que apesar de termos 

Feito tudo o que fizemos 

Ainda somos os mesmos 

E vivemos 

Ainda somos os mesmos 

E vivemos 
Como os nossos pais...

Nossos ídolos 
Ainda são os mesmos 
E as aparências 
Não enganam não 
Você diz que depois deles 
Não apareceu mais ninguém 
Você pode até dizer 
Que eu tô por fora 
Ou então 
Que eu tô inventando...

Mas é você 
Que ama o passado 
E que não vê 
É você 
Que ama o passado 
E que não vê 
Que o novo sempre vem...

Compulsão do momento: filme "Penelope"



Nessa caravana do inglês a ser aprendido, venho caçando em plenas férias uns filmes legais para ver em meio a tantos seriados bacanas. Após Romancing The Stone e Trouble in Little China (clássicos que merecem post), achei, por acaso, Penelope, li a sinopse e vi despretensiosamente.

Ele tem sido a compulsão do momento. Calculo que o vi cerca de seis vezes em dez dias e, quando comecei a decorar as falas, senti que já podia largar um pouco.

Naturalmente, dedicarei este post a explicar por que o adorei.

Para começar, a protagonista é interpretada pela Christina Ricci, por isso pensei que fosse mais um daqueles filmes que ela protagonizou na adolescência, nos anos 90, sabem? Estilo Gasparzinho, Caçadoras de Aventuras, A Família Addams? Só depois vi que era relativamente recente, de 2007.