domingo, 18 de setembro de 2016

Pessoas que inspiram #1



A idéia não é explicar quem é o Neil Gaiman, mas por que ele me inspira, já que vocês podem encontrar mesmo na wikipédia (tanto em português quanto em inglês) dados biográficos mais consistentes do que os que eu poderia fornecer neste post.

Neil Gaiman é uma de minhas grandes inspirações no mundo da escrita que conheci graças ao Gabriel, um amigo meu. Ele é um escritor "multimídia" (expressão de outro amigo) que transita entre livros, cinema/televisão (Doctor Who?) e quadrinhos (Sandman e Os Perpétuos, da Vertigo). Além de ter essa versatilidade na escrita, Gaiman começou pequeno; como jornalista e crítico literário, procurou formar uma rede de contatos para publicar seu trabalho, já que foi rejeitado várias vezes. 

Portanto, a notoriedade dele é fruto de um longo exercício de estabelecer conexões e uma constante vivência no mundo literário. Profissionalmente, ele demonstra não ter medo de desapegar de suas idéias, reformulá-las, melhorá-las, e adapta sua escrita a diversos meios de comunicação. Ele respira o que faz, permitindo que o mundo literário flua através dele. Escrever é seu ofício desde sempre, para o qual sequer tivera educação superior formal; antes de publicar suas obras, ele já escrevia e trabalhava como crítico literário, entrevistando pessoas para poder crescer nesse meio! Assim, ele opina sobre escrita e arte com experiência, delicadeza e sensatez.

[E gosta de gatinhos. Isso é importante.]

sábado, 10 de setembro de 2016

TAG - Confissões de uma bibliófila



A Soraya me tagueou há séculos, mas só fui responder às perguntas agora - desculpa, Soraya! Não deixe de me marcar, viu? Eu nunca me esqueço das tags, só demoro a respondê-las!

1. De qual o gênero de literatura que você se mantém longe?

Nossa, já começou difícil - estou pensando muito! Olha, tem tanta coisa que não me interessa - e outras infinitas que me interessam - que posso abrir exceções para determinados gêneros a qualquer momento, há muitos matizes. Por exemplo, eu poderia responder "auto-ajuda", sabe? Livros como "Adquira Autoconfiança Em Cinco Passos" e "Oito Dicas de Pessoas de Sucesso", mas acabo abrindo exceção - por exemplo, adorei A Mágica da Arrumação; poderia dizer que não costumo ler terror, mas acabei de ler Pet Sematary; poderia dizer também que não leio poesia, mas tenho um livrinho do Pablo Neruda na mesa-de-cabeceira e sou fascinada por Fernando Pessoa! Talvez não leia romances eróticos, mas possivelmente abrirei exceções em algum momento da vida. Essa exceção só não foi com 50 Tons de Cinza - não consegui passar da cena em que a menina estatela na frente do cara ao conhecê-lo, foi patético demais.

É mais fácil responder de quais livros me mantenho perto: ficção fantástica e clássicos da literatura. E também: biografias de figuras históricas e análises sociológicas contemporâneas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O tabu da morte e o canto da sereia


Stephen King é um nome que conheço desde a infância, já que é o autor preferido de minha mãe - que escolheu chamar nosso primeiro cachorro de Bangor.

Eu estava fazendo algumas pesquisas sobre criaturas fantásticas na wikipédia e acabei caindo no verbete de Pet Sematary, considerado um de seus melhores livros.  Li a sinopse, vi como terminava a história, vi que havia um filme sobre ela ("O Cemitério Maldito" - 1989) e, mesmo assim, não me saiu da cabeça. Vejam bem: eu sabia como terminava o livro! Conhecia de antemão o enredo! Mesmo assim, quis ler. Mais do que saber a desventura dos Creed, precisava ler nas palavras do autor - o que, em se tratando do sr. King, faz toda a diferença.

Quando faço resenha, eu me empenho em não dar spoilers, mas não será o caso desta - porque comecei a leitura conhecendo todo o roteiro e, mesmo assim, a qualidade dela não caiu. Pelo contrário: essa história conseguiu me visitar em sonhos por semanas, mesmo após a correria do dia-a-dia!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

5 músicas em língua estrangeira



Conheci uma pessoa poliglota que possuía uma reverência por diversas culturas - ocidentais e orientais. Ela escutava todo tipo de música - compreendendo ou não do que se tratava! E eu achava isso fantástico. Adorava o modo como ela era aberta para novos estilos musicais, entendem? Às vezes, internalizamos tantos preconceitos! E inventamos desculpas para desqualificar um tipo de música que esteja fora de nosso círculo social/cultural.

Então vinha essa garota e, com a carinha mais boa, escutava de tudo! Um dia, mandei um dos meus cantores nacionais preferidos - Geraldo Azevedo (que voz!) - para ela ouvir. Ela tinha gostado de outra música dele, na verdade, mas aceitou prontamente a que mostrei. Dias depois, comentou comigo que não parava de ouvir a que eu tinha mandado.

Anos depois - em 2016 - peguei-me ouvindo minha playlist. Então vi que ela havia se tornado "polilingüística" também!